Bio para Instagram: as três linhas que transformam um visitante em seguidor

A bio tem 150 caracteres e uns três segundos. Quem chega vem de um post e faz uma pergunta só: esse perfil é para mim? A bio que ganha o seguidor responde em três linhas, nesta ordem: para quem você trabalha, o que a pessoa ganha seguindo e um passo seguinte, um só. O resto é enfeite em cima disso. E o campo que a busca do Instagram lê não é a bio: é o nome de usuário e o campo Nome, que quase toda conta desperdiça.

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Nesta página

Os três campos

Os três campos do perfil, e qual deles a busca lê

O topo do perfil tem três campos de texto e eles não fazem o mesmo trabalho. Confundir isso é o motivo mais comum de uma conta boa ser difícil de achar.

O nome de usuário (@). É pesquisável, é o que as pessoas digitam e você não troca. Curto, escrito do jeito que alguém chutaria, sem fileiras de underline e número.

O campo Nome. É a linha em negrito embaixo da foto, tem 30 caracteres e também é pesquisável. É nele que os termos valem: o seu nome mais o que você faz. "Marina Alves" é um nome; "Marina Alves | Nutrição esportiva" é uma busca.

A bio. São 150 caracteres, lidos e não pesquisados: a busca do Instagram não procura dentro deles. Escreva para uma pessoa com pressa.

O conserto de um minuto

Se o seu campo Nome tem só o seu nome, você está invisível para a busca que te acharia. Acrescente o que você faz e onde: "Bruno Sato | Fisioterapia Pinheiros".

O esqueleto

As três linhas que toda bio boa tem por baixo

Tire o enfeite de qualquer bio que converte e sobram as mesmas três linhas.

Linha 1: para quem é. Não o que você é, para quem você trabalha. "Personal trainer" descreve você; "Treino de força para quem passou dos 40" descreve quem lê, e é quem lê que decide.

Linha 2: o que a pessoa ganha. Um número, um formato, uma promessa que você cumpre. "3 receitas por semana, todas em menos de 20 minutos" diz o que seguir custa e o que paga.

Linha 3: um passo só. Um. "Agenda de outubro no link" funciona. Quem chegou decide em um toque, e uma lista de destinos devolve a decisão a alguém que está no perfil há três segundos.

Os emojis entram no fim, se entrarem. Num celular, um emoji no começo da linha é lido como marcador; seis deles transformam a bio numa lista que o olho pula.

Os modelos

12 modelos de bio, com exemplos prontos

Todos os exemplos cabem nos 150 caracteres. O modelo é a estrutura, não a frase.

Para quem é, depois a promessa. "Treino de força para quem passou dos 40. Dois treinos por semana que dá para recuperar. Avaliação no link." A primeira linha dispensa quem não é do perfil; a segunda segura quem é.

O número que prova. "Barbearia na Savassi desde 2011. Mais de 12 mil cortes. Agenda pelo link, sem fila." Um número concreto faz o que três adjetivos não fazem, em qualquer ofício onde a experiência é o produto.

A transformação. "De bolo na cozinha de casa a uma doceria com duas funcionárias em 4 anos. Mostro tudo, inclusive o que deu errado." Dá motivo para seguir, e não só para olhar: a pessoa quer o próximo capítulo.

O contrato de formato. "Café de Minas torrado toda terça. Envio no mesmo dia. Sem promoção relâmpago, nunca." Diz o que a pessoa está assinando, e cria uma expectativa que você cumpre.

O gancho local. "Boteco no Bixiga. Oito mesas, sem reserva, o que a feira tiver." O lugar transforma um nicho genérico em um específico. Ponha o bairro também no campo Nome.

O problema que você resolve. "Você fatura e não sobra. São dois problemas diferentes. Contabilidade para prestador de serviço." Começa pela dor de quem lê, não pelo seu serviço.

Os seis seguintes servem quando o diferencial é como você faz.

A credencial, sem enfeite. "Nutricionista, CRN-3. Sem detox e sem suplemento para vender. Consultas online e na Vila Mariana." Em área regulada, dizer o que você não faz convence mais do que a lista do que faz.

Dois públicos numa linha. "Cerâmica feita à mão. Compre as peças ou fique pelo processo. Lote novo todo dia 1º." Para quem atende comprador e curioso ao mesmo tempo.

O anti-discurso. "Sem pose, sem ensaio de quatro horas, sem sermão sobre luz dourada. Só o seu dia." Funciona em nicho cheio de promessa grande, onde quem lê já desconfia da versão confiante.

A pergunta única. "Como voltar a treinar depois de um ano parado? É só sobre isso que eu posto." Estreito de propósito: quanto menos gente ele fala, mais forte bate.

Os bastidores. "Padaria de bairro, segunda geração. Massa às 4h, fila às 7h e o que dá errado no meio." Para negócio cujo apelo são as pessoas: convida a seguir, não a comprar.

A versão seca. "Arquitetura de interiores. Curitiba. Orçamentos no direct." Três fragmentos, menos de 60 caracteres. Quando o trabalho fala, a bio só diz o que é e como chegar.

Os cortes

O que cortar quando os 150 caracteres acabam

150 caracteres vão embora rápido, e a maioria das bios gasta na ordem errada. Corte nesta ordem: a bio fica mais forte, não mais magra.

Corte o cargo que dez mil pessoas dividem com você. "Criador de conteúdo", "empreendedor", "especialista em marketing digital". Ocupam uma linha e não dizem nada que a pessoa não fosse supor.

Corte a frase de efeito. Uma linha de inspiração fala de você, não de quem lê, e come um quarto do orçamento de caracteres.

Corte a lista de links. Quem chegou veio de um post, com uma pergunta, e decide em um toque: o link que responde essa pergunta converte, e um menu de destinos faz a pessoa decidir de novo. Nos Stories, as figurinhas de link fazem esse trabalho post a post.

Mantenha o número. Um dado concreto sobrevive a todos os cortes: anos de ofício, clientes atendidos, posts por semana, um resultado medido. É a única linha que um desconhecido não conseguiria escrever sobre si mesmo.

Confira uma vez por mês

Link morto dura mais do que a campanha. Uma bio apontando para um produto esgotado ou uma página que não existe mais é o conserto mais barato do perfil, e ninguém vai te avisar.

O teste

Como saber se a sua bio está funcionando

A bio converte quem já chegou; ela não traz ninguém. Por isso o teste tem duas partes, e quase todo mundo faz só a segunda.

Se as visitas ao perfil forem poucas, o problema não está na bio: está em quantas pessoas certas veem os seus posts. O algoritmo do Instagram mostra o post primeiro para uma fatia pequena e só amplia se ela reagir.

Essa metade tem solução de fora, e é o que a Virallized faz: uma equipe interage com os seguidores reais de contas-alvo que você escolhe, a partir da sua própria conta e em ritmo conservador. São de 99 a 299 dólares por mês, com faixas publicadas de 150 a 3.000 seguidores por mês e garantia de reembolso de 7 dias. Veja o serviço.

  1. Passo 1

    Veja quanta gente chega ao perfil

    Veja as visitas ao perfil do último mês. Se são poucas, o gargalo é o alcance, e reescrever a bio não muda nada.

  2. Passo 2

    Compare visitas e seguidores novos

    De quem chegou ao perfil, quantos seguiram? Essa proporção é a nota da bio, da foto e das primeiras nove capas do feed, juntas.

  3. Passo 3

    Troque uma linha por vez

    Mude só a linha 1 e deixe duas ou três semanas. Trocar tudo de uma vez não ensina nada: você não sabe qual mudança mexeu no número.

  4. Passo 4

    Leia o perfil como um desconhecido

    Abra o seu perfil no celular, de fora. Nos três segundos que alguém dá aparecem a foto, o campo Nome e as primeiras linhas da bio. Se a resposta para "isso é para mim?" não estiver aí, não está em lugar nenhum.

Perguntas frequentes

Quantos caracteres tem a bio do Instagram?

São 150 caracteres no campo da bio. O campo Nome, a linha em negrito embaixo da foto, é separado e tem 30 caracteres. As quebras de linha contam como caractere, e é por isso que uma bio que parecia caber às vezes não salva.

O que colocar na bio do Instagram?

Três linhas: para quem você trabalha, o que a pessoa ganha seguindo e um passo seguinte, um só. Se sobrar espaço, um número concreto (anos de ofício, clientes atendidos, posts por semana) e a cidade ou o bairro. O cargo genérico é a primeira coisa a cortar.

A busca do Instagram lê a bio?

A bio não. O nome de usuário e o campo Nome, sim. É por isso que os termos valem no campo Nome: "Ana | Floricultura Moema" aparece para quem procura floricultura, e as mesmas palavras escritas dentro da bio não aparecem.

Emoji na bio atrapalha o alcance?

Não. São neutros para o alcance e úteis como marcador, porque num celular um emoji no começo da linha separa as três linhas. O que eles custam é caractere, e leitores de tela anunciam um por um: uma bio feita só de emoji dá trabalho para algumas pessoas.

Uma bio boa traz mais seguidores?

Ela converte quem já chega; não cria visita. Se pouca gente chega ao perfil, o gargalo é o alcance, e mexer na bio não vai mudar o número. Veja as visitas ao perfil do último mês antes de reescrever a linha que recebe as pessoas.

Devo colocar vários destinos no link da bio?

A pessoa chegou de um post, com uma dúvida, e decide em um toque. O link que responde essa dúvida converte; uma lista de destinos devolve a decisão a ela, e a maioria não decide. Se você precisa de mais de um, ordene pelo que mais quer e corte a metade de baixo. Nos Stories, as figurinhas de link resolvem o resto.

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